SBGames 2010 – Expectativas
Amanhã começa o SBGames 2010 e como eu vou estar por lá os três dias e esse é o meu quarto SBGames que participo, vou comentar minhas expectativas para esse SBGames.
Para começar, acredito que a SBGames deste ano vai superar fácil o ano passado. O SBGames 2009 foi o mais fraco de todos os SBGames que participei. Os locais onde ocorriam as apresentações eram muito distante entre si e muito difícil acesso. A sala de uma trilha era no nono andar de um prédio, enquanto outra trilha era no terceiro andar de um outro prédio, cuja entrada era em um lugar obscuro, muito escondido. Ou seja, é como se dissesse “Quem se interessa pela área de Cultura, não vai querer ver computação, ou design, ou Indústria” e por isso ficou uma dispersão horrível. Os SBGames de 2007 e 2008 eram um pouco dispersos, mas nada que fosse tão irritante como foi a de 2009.
Para o SBGames 2010, o próprio local do evento é bem diferente de todos, vai ser em um hotel. Então, sendo um hotel o local, já evita esse problema dos locais, pois vai estar tudo centrado no mesmo prédio. Logo, em questão de dispersão das salas, isso não acredito que vai ser problema.
Para o conteúdo, que é o mais importante do SBGames tenho a seguinte opinião: quanto os keynotes, todos parecem ser interessante, MENOS a da Sony. Por que digo isso? Desde 2007 o Bruno Matzdorf vem fazer a palestra da Sony na SBGames, e de boa, a palestra de 2008 parecia a de 2007, a palestra de 2009 parecia com a de 2008 e se a tendência continuar, a palestra desse ano vai ser parecida com a de 2009. Pelo menos, se isso acontecer, o horário é bom, pois é o evento que fechará o SBGames, logo, posso ir para casa mais cedo se for a mesma coisa.
Quanto as trilhas, a trilha da computação meio que perdeu o rumo. Tem muitos artigos que já estão manjados. Não aguento mais ver artigos que fala sobre simulação de roupas e fluídos. A questão não é a quantidade de assunto, mas sim a relação com games. Muitos desses artigos não tem aplicação nenhuma em jogos ou não tem garantia nenhuma que pode ser aplicado em jogos. Isso acontece porque eles testam a tal roupa de forma isolada. Agora, se fosse um artigo “Simulação de roupas utilizando o algoritmo X aplicada em um jogo K”, pelo menos teria uma idéia de viabilidade. Aliás, viabilidade é algo que parece que foge do dicionário de um acadêmico da computação, tanto de quem submete os artigos quanto de quem avalia. Digo isso porque me lembro de ter visto uma apresentação de fluídos e quando a autora executou na apresentação, começou apresentar falhas de performance. Se possui problemas dessa natureza no próprio ambiente de teste, o que me dirá se for aplicado em algum jogo.
A trilha de Design é de longe a melhor trilha do SBGames desse ano, muitos artigos interessante e que parece ser aplicáveis no dia-a-dia de um desenvolvedor de jogos. Esse posso dizer que foi a trilha que mais evoluiu nos últimos anos.
A trilha da indústria desse ano tem pouca coisa para se aproveitar, pois focaram muito na tal “Missão Francesa” e a diversidade de assuntos que eram abordadas nas SBGames anteriores ficou concentrado nessa “Missão Francesa”. Não que seja ruim, mas a indústria não é só França.
Por fim, na parte do conteúdo, a trilha da Cultura, que para mim é mais artigos de cases de Sucessos e análises de jogadores e não do jogo. É interessante, mas esses tipos de artigos só ler já é suficiente.
Agora partindo do conteúdo e indo para as cerejas do bolo: Espero que a organização desse ano não cometa os mesmos erros do ano passado, porque ano passado se preucuparam tanto em copinhos, bottons, e outras futilidades, mas não tinha coffee-break. E não é questão de estar pensando com o estômago. A questão é que coffee-break é um momento para fazer uma social, que de boa, no Rio de Janeiro, não conheci ninguém e mal tive tempo de dizer um “Olá” para os que eu já conhecia.
A outra cereja é a festa: Rio de Janeiro teve a pior festa de todos os SBGames, e olha que acehi difícil ficar pior que a festa de 2007, que depois da cerimônia principal, fecharam e juntaram com a “baladinha” aberto ao público do lado. Sendo que houveram dois problemas: o primeiro é que tinha muita gente que estava com roupas inadequadas para essa “baladinha” e o segurança do mesmo não permitiu passar para dentro a não ser que fosse para ir embora. O segundo problema foi a balada estar totalmente lotado, que nem dava para se locomover dentro. Entretanto, no fim saímos do local e assim, como nós, muita gente frustrados acabamos indo para um bar por perto e assim melhorou os animos. Em 2008, a melhor até agora, foi no Hard Rock Café de Belo Horizonte, um lugar com vista magnífica, ambiente totalmente e apresentação da banda Projeto Abreu totalmente arrazador. Em 2009, foi num lugar que ninguém fica a vontade de conversar com outras pessoas, a banda Projeto Abreu ficou totalmente obfuscado por um apresentador de quinta categoria, que fez o sacrilégio de chamar Samus de robô. E a balada nos expulsaram uma hora antes do horário previsto pela organização. Esse ano, o local da festa é no Chopp do Gus. Pelo que eu vi, é um ambiente parecido com o local da festa de 2007, mas tirando o local, não sei mais nada. Talvez nem ocorra a balada, mas pelo menos não cria falsa expectativa como foi 2009.
Bem, acredito que é isso que eu tenha que falar sobre SBGames 2010… quem vai para lá, nos vemos lá!
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